Um papo franco sobre a igreja - parte 2
February 25th, 2008 by Rene
Igrejas que dão o exemplo?
No post anterior - se não leu, vale a pena dar uma lida - comentamos sobre as diferentes facetas do chamado “Corpo de Cristo” e sobre a religiosidade que torna igrejas em facções religiosas. Assim como xiitas e sunitas são rivais dentro do islamismo, igrejas e seus membros se degladeiam entre si. Bom exemplo disso é o recente conflito entre a igreja Universal e a igreja Mundial da Graça. Seus pastores e bispos não podem mencionar o nome da igreja rival na televisão, sob risco de processo jurídico.
Diante desse inchaço das igrejas (organização, lembra-se?), de tantos maus exemplos que temos visto na mídia, do descuido e desamparo para com os membros, muitas vezes paramos e nos questionamos: “Ainda existem igrejas que deem o exemplo? Em que vale a pena confiar?”
A resposta é animadora: SIM! Ainda existem igrejas que, apesar de suas falhas - e todas as têm, acolhem e cuidam de seu povo, se desviam dos escândalos e acolhem a Bíblia como verdade, sem distorções. Mas quando eu digo igreja, não pense na sua denominação, não pense na minha, não pense na bispa X nem no apóstolo Y. Quando eu falar de igreja, a partir desse momento, lembre-se de pequenas comunidades, de pessoas muitas vezes anônimas, de nomes que não aparecem na grande mídia e que cuidam, amparam, ajudam e amam verdadeiramente a comunidade em que estão ou as pessoas que frequentam suas igrejas.
Caros leitores, não temos a necessidade de grandes templos ou de grandes congregações para que a Igreja (o organismo, lembra?) exista. Cada um de nós somos templo, somos Igreja. Guardamos em nossos corações o ministério, a Palavra e a congregação. Você não faz parte do Corpo de Cristo, você É o Corpo de Cristo (ICo 12:27). Por isso, paremos de agir como membro de uma grande facção religiosa, a defendendo e contra-atacando quem a ataca, e passemos a ser nós mesmos um exemplo da Igreja de Cristo. Indiferente se somos conhecidos ou não, se somos líderes ou não, passemos a agir com a responsabilidade de ser um exemplo e, quando uma pessoa de seu convívio se perguntar “ainda existe igreja que dê o exemplo?”, que ela lembre de você!
Não quero aqui insinuar que todos os nomes cristãos presentes na grande mídia são desacreditados. Apenas quero levar à meditação que não é simplesmente responsabilidade deles serem o exemplo; é sua responsabilidade também. Se a igreja como organização cresce e se afunda no lodo da corrupção, você vai tomar parte da igreja como organismo e ser responsável pelos que estão ao seu redor e em como pensam da Igreja. E nós fazemos isso agindo com amor, sem preconceitos, mas também sem liberalismo, sem procurar apenas por acariciar nosso ego, mas nos esforçando em ajudar o próximo sem maldizê-lo.
Talvez assim, agindo dessa maneira, aconteça uma reforma silenciosa, gradativa, que traga a tona os verdadeiros ideais cristãos que fogem de grandes templos, de grande denominações. Que o Senhor seja conosco.
Por fim, trago as palavras de Paulo, dirigidas à igreja em Tessalônica, que estava ociosa e tentada a voltar aos vícios pagãos (I Ts 5:14-24):
14 Rogamo-vos, também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos.
15 Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos.
16 Regozijai-vos sempre.
17 Orai sem cessar.
18 Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.
19 Não extingais o Espírito.
20 Não desprezeis as profecias.
21 Examinai tudo. Retende o bem.
22 Abstende-vos de toda a aparência do mal.
23 E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso SENHOR Jesus Cristo.
24 Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
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Praticado
A capa da revista Isto É de 15/02 é sobre uma investigação científica acerca da morte de Cristo. O médico legista americano Frederick Zugibe, conceituado perito criminal, mostra os resultados sobre as investigações sobre o que realmente Jesus sofreu em seu calvário e quais causas científicas de sua morte. Os resultados são ao mesmo tempo fascinantes e aterrorizantes. Veja alguns trechos da reportagem:
1ª interpretação: Igreja Universal do Reino de Deus
2ª interpretação: Igreja Mundial do Poder de Deus
3ª interpretação: Igreja Cristã Contemporânea
Marina nasceu na cidade de Breu Velho, estado do Acre. Plantou roçado para ajudar na renda da família e, aos quinze anos, teve o sonho de se tornar freira interrompido pela perda da mãe, fato esse que a obrigou a trabalhar como empregada doméstica para ajudar no sustento de seus sete irmãos mais novos. Conseguiu fazer faculdade de História e lá conheceu o marxismo e a política. Em 1984, junto com Chico Mendes, fundou a CUT no Acre. Em 1988 se tornou vereadora da cidade de Rio Branco demonstrando já suas atitudes políticas polêmicas: devolveu as mordomias típicas recebidas pelos vereadores ao município. Aceitou apenas o salário.
Ela é missionária pela Assembléia de Deus desde 2004 e foi alvo de críticas - e elogios - por defender o ensino do criacionismo ao lado do evolucionismo nas escolas. O evolucionismo é a teoria de Darwin que explica cientificamente a criação do mundo e evolução progressiva das espécies enquanto o criacionismo é a forma bíblica de explicar tais coisas, dando o crédito a Deus. Ela afirma que a teoria de Darwin pode muito bem ser fundida com a criação através de Deus, pois em Gênesis a ordem da criação de todas as coisas coincide com a ordem da evolução segundo Darwin, começando com os seres marinhos, plantas e apenas depois os animais. Marina afirmou que a ciência pode muito bem ser usada para provar a existência de Deus nas escolas e não refutá-la, como se tem feito ultimamente. Apesar de eu não concordar com a união entre evolucionismo e criacionismo, palmas para ela; é preciso ter muito pulso para afirmar sua fé publicamente e dar a cara a bater. É isso que está faltando nos líderes religiosos atuais. Fibra.
O Reverendo Jorge Issao Noda é um ícone no que diz respeito à utilização da teologia. Ele não cria debates infrutíferos e não se diverte com a ignorância dos outros; ele ensina. E essa notícia me chamou a atenção pelo fato de ser exatamente o que acredito; a única teologia que deve ser seguida por nós é a bíblica. Devemos ter cuidado com o que ouvimos pregar por aí. Devemos conhecer a Bíblia para que não sejamos levados por meias verdades. A Bíblia, bem interpretada, é a única fonte de verdade imaculada que o evangélico deve tomar para si.