O seu coração é reto com o seu irmão?!
March 5th, 2008 by René Vasconcelos
Nos dias de hoje ser cristão não é mais uma forma de vida diferenciada, que mostre valores, não só cristãos mas também humanos, que inspirem quem estiver a nossa volta. Hoje em dia ser cristão - e ser evangélico também - é apenas uma coisa banal, um título. Assim como a expressão “católico” foi banalizada, o termo “evangélico” também virou um termo genérico. Vemos pessoas ditas cristãs humilhando subalternos, maltratando, mentindo e enganando o próximo. E isso não somente em relação aos simples cristãos mortais, mas também líderes, pastores e políticos cristãos banalizaram o cristianismo. Não, ser cristão atualmente nada mais é do que um título depreciativo.
E o mundo a nossa volta ri dessa confusão de valores cristãos. Já não inspiramos, apenas servimos de piada. Já não transformamos, apenas enfeitamos. Já não salgamos nem iluminamos mais nada.
A Bíblia, nos conta parte da história de Israel através dos 1º e 2º livros de Reis, uma história tão grande que muitos fatos importantes foram ignorados ou abreviados. Mas em 2 Reis todo esse gigantesco relato histórico faz uma pausa para focar num simples diálogo entre duas pessoas, tamanha a importância desse texto. Leiam comigo:
E, partindo dali, [o rei Jeú] encontrou a Jonadabe, filho de Recabe, que lhe vinha ao encontro, o qual saudou e lhe disse: Reto é o teu coração para comigo, como o meu o é para contigo? E disse Jonadabe: É. Então, se é, dá-me a mão. E deu-lhe a mão, e Jeú fê-lo subir consigo ao carro. E disse: Vai comigo, e verás o meu zelo para com o SENHOR. E o puseram no seu carro.
2 Reis 10:15,16
Jonadabe foi um homem que, não concordando com o estado de imundície que se encontrava Israel, foi com os seus para o deserto afim de se afastar de todo o declínio israelita. Lá ele fundou algo como uma sociedade, com o intuito de manter vivo o temor a Deus, através da abstinência ao vinho, do cultivo de seu próprio alimento e da forma rústica de vida. Jeú era um capitão do exército que foi ungido rei de Israel por Eliseu. Foi o responsável pela morte de Jezabel, fazendo cumprir a promessa de Deus feita a Elias.
Os dois se uniram, com o coração honesto, com um único objetivo: acabar com a idolatria a Baal em Israel. E através dessa união, desse coração reto entre si, eles praticamente exterminaram todos os adoradores de Baal e queimaram suas estátuas.
Agora vamos entender a importância desse texto. Irmãos, um simples coração reto para com o seu irmão pode mudar muita coisa. Ser sincero, honesto, talvez não vá mudar o mundo, mas é o início. Se nós consertarmos os nossos corações enganosos e passarmos a agir de maneira honesta, reta com o nosso irmão, nós ganharemos um aliado que talvez agirá da mesma maneira para com outra pessoa e, juntos, nos tornaríamos mais fortes. O cristianismo seria visto não como uma cambada de igrejas que disputam membros entre si, mas como uma instituição unida num só propósito, num só valor, num só amor.
Portanto, é tempo de restituir os valores que a igreja veio perdendo ao longo do tempo e retomar para nós o verdadeiro cristianismo. Que o mundo veja o nosso coração reto através de nossas atitudes para com o próximo no trabalho, em casa, na escola. E que assim, possamos voltar a salgar e a iluminar a tudo o que está ao nosso redor.
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Nossa viagem começa com a Teosofia. A teosofia nada mais é que uma seita ocultista, camuflada de discussão filosófica, que visa obter a “sabedoria dos deuses”. Sua forma atual foi criada pela russa Helena Blavatsky, que divulgou amplamente os conceitos da teosofia pelo ocidente ao fundar a Sociedade Teosófica em 1875 e através de diversos livros, entre eles o famoso “A Doutrina Secreta“, de 1888.
Blavatsky alega ainda que a raça humana é dividida em sete sub-espécies, todas derivadas da raça ariana que é a mais poderosa e inteligente sobre todas as sub-espécies. Ela alega ainda que a raça ariana são os atlantes, mas sem os poderes de semi-deuses. E nessa linhagem de sub-espécies aparece como inferior a raça semítica, ou seja, os egípcios e os judeus. Segundo a Teosofia Ariana, eles precisariam ser destruídos para que a raça ariana pudesse evoluir para a sétima Ronda, pois eram muito limitados para evoluir junto aos outros e, por isso, travavam a sétima evolução.
Conhecendo melhor esses fatos, podemos entender o porquê da perseguição aos judeus naquela época. Não foi algo simplesmente implantado por Hitler, mas era um pensamento ocultista que já vinha sendo disseminado desde a época de Blavatsky. Quando Hitler tomou o poder na Alemanha e declarou guerra contra os aliados que haviam vencido a primeira guerra mundial, ele se sentiu confiante para a execução da limpeza étnica e quase limpou a Europa dos judeus, ciganos e egípcios. Toda essa matança e o Holocausto foi influenciado, dentre outros fatores, pela teosofia, que acreditava ser a limpeza étnica um caminho para a evolução da raça ariana. O extermínio de semitas foi chamado de “Solução Final” e gerou a perseguição e a prisão de judeus nos famosos campos de extermínio.