A certeza do incerto
August 14th, 2007 por Rene
Esse fim de semana foi difícil. Decepcionei minha namorada por não ter preparado nada para ela, nenhuma surpresa em seu aniversário. Parece muito supérfluo para você? Para mim também parecia. Sempre achei que as maiores demonstrações de carinho, de amor, provinham de atitudes tomadas diariamente, dia após dia, no apoio, na palavra de incentivo ou até mesmo na palavra de exortação. Sempre pensei que essas ações, essas atitudes fossem o bastante, claro que acrescido de carinho, mas que seria o suficiente para fazer alguém feliz; completamente feliz.
Porém eu vi que estava errado. O fato de eu pensar dessa maneira não quer dizer que outros, ou que minha namorada o pense também. As pessoas têm necessidades que lhe são peculiares, que são suas, fazem parte de sua personalidade. Alguns se importam com suas carreiras profissionais e toda a atitude que beneficie tal. Outros buscam demonstrações de carinho que vão além do habitual, do dia-a-dia. O difícil é entender, perceber essas necessidades, perceber o que faz alguém feliz, o que é importante, mesmo que não seja importante para nós, mas o é para outra pessoa.
Por isso um namoro ou qualquer tipo de relacionamento interpessoal é definido pela certeza do incerto. A certeza de que todos os seus esforços ainda não serão o bastante se você não souber o que toca, o que comove, o que promove felicidade na pessoa a qual você lida. Se você não tiver a sensibilidade de ver o que não é visível, de ouvir o que é falado sem ser pronunciado, de prestar atenção no que é exposto sem vitrines. Pois, eu não tive essa sensibilidade. Não foi por falta de interesse; não. Na verdade eu fui relapso e me esqueci que o que faz a diferença não é a quantidade de esforço, mas a simplicidade do que é importante para a pessoa que está comigo.
Quando percebi a minha falha e a minha inaptidão em reverter o feito, o estrago, já era tarde. Sempre tive a resposta certa e pontiaguda, a palavra que arde, o comentário que incomoda na ponta da língua. Mas, naquele momento, eu não fui sensível nem competente o suficiente para amparar a quem digo que tanto amo. Não fui capaz de protegê-la de mim mesmo, pois não soube enxergar o que realmente faria diferença para ela.
Me perdoe. Espero ser muito melhor, para te fazer feliz na medida que mereces. A.M.T.I.
Postado em Tuesday, August 14th, 2007 at 7:29 pm e salvo na categoria Reflexões. Você pode obter quaisquer respostas do post através de RSS 2.0 RSS. Você pode deixar um comentário, ou rastreá-lo a partir do seu site.

August 15th, 2007 em 12:44 pm
Oi,sou conhecida do Daniel,o mineiro.Já não é de hoje que visito seu blog.(O Daniel o divulgou no orkut).
Gosto do que você escreve, coisas que me fazem pensar, outras que me fazem rir e por vezes sentir até um pouco de vergonha diante de tanta bizarrice.
Bom,com relação ao seu post é algo que tem me feito pensar bastante: demonstrações de amor e nas atitudes que as pessoas têm com relação a isto.
Muita coisa fica no discurso, em palavras de “eu te amo”,”gosto de você”…na hora de demonstrar fica tudo no vazio.
Como você disse é importante saber como tocar alguém,como atingir alguém através do amor. Pensar no próximo.
Bom,fico por aqui.
ABraços e tudo de bom!!!