Baal (3) - o deus pagão
janeiro 11th, 2008 por Rene
Está no ar a terceira parte do estudo sobre Baal. Nesse capítulo falaremos sobre a mitologia acerca desse deus pagão e como era o culto cananeu.
Se você ainda não leu, é recomendado antes de começar a ler esta terceira parte, ler os capítulos anteriores para seguir a idéia.
Baal (1) - os cananeus
Baal (2) - EL
Vamos contar um pouco de historinha para entender melhor a novela mexicana que é a mitologia cananéia. EL era o pai de todos os deuses e tinha uma esposa, Astarote. Dentre todos os filhos ele nomeia Yammu (deus do mar) para ficar em seu lugar. Baal, como queria o trono, fica furioso e derrota Yammu. Outros dois irmãos de Yammu, vendo essa situação, se voltam contra Baal; eram eles Naharu (deus dos rios) e Motu (a morte). Baal é derrotado por Motu e enviado para as profundezas.
É aí que entra a irmã e amante de Baal, Anat, que o traz de volta da morte. Baal volta, manda Motu pra as profundezas e aniquila o próprio pai, EL, tomando assim não só o seu trono, como também a sua esposa, Astarote. Assim, EL cai no esquecimento e Baal se torna o deus principal da mitologia cananéia. Gostaram da historinha?
Pois bem, toda essa história foi criada pelos cananeus apenas para explicar porque o deus local deles (EL) foi substituído por Hadade, deus dos amorreus, que passou a ser chamado de Baal em Canaã (ver parte 2). Por Canaã ser totalmente dependente da chuva para suas plantações, foi muito conveniente tomar para si o deus da chuva do povo amorreu. Sim, Baal era deus da chuva, do trovão e da fertilidade do solo. Nada mais conveniente para um povo que vivia da agricultura. Para os cananeus, a chuva era o sêmen de Baal caindo sobre a terra, tornando-a fértil, como um homem torna fértil uma mulher com o seu sêmen.
Para os cananeus, Baal era o senhor do tempo; ele fazia chover, trovejar ou fazer sol. Ele era adorado principalmente nos montes, ou lugares altos. Mas podia também ser adorado em qualquer lugar que tivesse um Astarote (um pedaço de tronco fincado na terra, igual a um tótem). Isso porque a esposa de Baal, Astarote, era simbolizada por qualquer tipo de pedaço de árvore ou planta. Convém lembrar que Jezabel, a terrível perseguidora de profetas e esposa do também terrível rei Acabe, era adoradora de Astarote.
Com a idéia do sêmen de Baal caindo sobre a terra em forma de chuva, os cultos a Baal centravam-se na atividade sexual. A religião cananéia era grosseiramente sexual e perversa porque requeria no culto o serviço de homens e mulheres prostitutos disponíveis como sacerdotes; a pessoa para adorar a Baal tinha que copular com um ou vários desses sacerdotes. Isso é visto no livro de Oséias. A sua esposa não era simplesmente uma prostitua, era uma sacerdotisa de Baal (para um estudo completo sobre Oséias clique aqui).
Essa era a mitologia cananéia que os hebreus encontraram ao sair do Egito. E foi com essa mitologia absurda que eles se contaminaram. No próximo capítulo, vamos falar um pouco sobre a corrupção de Israel diante de Baal. De quem foi a culpa? Por que se contaminaram? E vamos falar também sobre Elias e os 450 profetas de Baal.
Até lá!
Postado em sexta-feira, janeiro 11th, 2008 at 2:55 pm e salvo na categoria Estudos. Você pode obter quaisquer respostas do post através de RSS 2.0 RSS. Você pode deixar um comentário, ou rastreá-lo a partir do seu site.

janeiro 17th, 2008 em 2:42 pm
[...] blog Papo de Teólogo nos traz a terceira parte do estudo sobre Baal. E também o estudo intitulado Quem é o culpado por nossos [...]
março 26th, 2008 em 1:54 pm
Paz do Senhor ola como vai meu caro irmão estou montando uma pregação sobre Elias e os quatrocentos e cinquenta profetas de baal poderia me ajudar com alguma informações gostaria de recer por email se possivel obrigado Deus abençõe abraços irmão Fernando
março 28th, 2008 em 5:26 pm
Gostei do estudo.
Pediria que vcs fizesse um paralelo para os dias de hoje, onde como hoje se adora baal e as formas de adoração a ele em nossos dias.
abril 8th, 2008 em 2:58 pm
é o seguinte.
sou estudante de história, estav procurando sobre o deus Baal, da Fenícia e me deparei com esse artigo.
É correto afirmar que o deus Baal dos cananeus é o mesmo deus Baal dos fenícios?
O deus Baal dos cananeus é deus da fertilidade do solo e deus da chuva; enquanto o deus Baal dos fenícios é deus das alturas, dos raios e das montanha!
abril 9th, 2008 em 5:40 am
Rogério, estou preparando esse paralelo. Devo postá-lo nos próximos dias.
Jailson, Baal era uma forma de divindidade presente na mitologia da maioria dos povos semitas daquela região. O Baal fenício - adorado principalmente na colônia de Carthage - é identificado com o Dagon amorreu, logo, tem uma conexão com o Baal cananeu. Eu ainda traçaria uma linha cronológica de assimilação de deuses da seguinte forma:
amorreus (Dagon) — cananeus (Baal) — fenícios (Baal) — gregos (Cronus)
O Baal cananeu é somente deus da fertilidade. Já o Baal fenício ganha características de deus do trovão, dos lugares altos e devorador de crianças - característica essa que o Cronus grego possui.
Por isso, podemos afirmar que são mitologias diferentes (apesar de serem semelhantes) provindas da mesma origem. Em alguns locais (Israel, por exemplo) essas mitologias eram confundidas, gerando a adoração a somente um deus com as duas características. Esse fenômeno da assimilação de deuses acontecia muito na região por causa do vai e vém dos povos semitas e das conquistas do povo do mar.
Espero te-lo ajudado.
abril 10th, 2008 em 11:35 am
E quando sairá uma séria de artigos sobre a mitologia do deus que mandou seu filho através de uma virgem, andou sobre as águas, etc… essa mitologia tb é tão interessante quando a do deus Baal.
abril 12th, 2008 em 11:46 pm
Parabéns pela publicação.
O seu blog é excelente, conheci somente hoje e já naveguei muito dentro dele.
Que Deus possa abençoá-lo para que esse seu trabalho permaneça on line por muitos e muitos anos ou até que o Senhor venha.
julho 21st, 2008 em 2:34 pm
Baal mata a própria morte? Então como o pai dele pode ter morrido? E como alguém pode idolatrar um deus que mata o próprio pai?
Tive que ler a história várias vezes pra poder entender direito, rs…
Põe novela mexicana nisso!
agosto 28th, 2008 em 6:41 pm
EU GOSTARI DE SABER SE VC PODIA ME AJUDAR.EU ESTOU PREPARANDO UMA MSG. sobre Elias e os 450 profetas de Baal.E COMO PODEMOS APLICAR AOS NOSSOS DIAS.ESPERO
setembro 18th, 2008 em 4:22 pm
Hola buenas tardes.
Felicitaciones por el blog, es muy interesante por que muchas persona en este tiempo estan todavia ciegos, y siguen adorando ase dios baal, ahora entiendo por que los carnavales se mesclan tanto con el sexo, por que desde la epoca de baal ya biene esos.
Espero que con este blog las gente se den cuenta que el carnaval es un culto al dios baal, y dejen de organizar esos carnavales.
A los creadores de este blog les digo que Dios les bendiga en gran manera y sigan con este sus trabajo.
BENDICIONES A TODOS!!!!!!!!!!
outubro 6th, 2008 em 6:48 pm
Porrra me fenomenal sua explicaçao!!! certissimo !!!! tudo certo sobre o que vc explicou dos deus baal ser nomeado de formas diferentes !!! ate parece que vc estev la de boa !!! muito bom mesmo… eu quando estava estudando sobre o assunto apanhei para entender por que os deuses mudavam de nome…..
outubro 14th, 2008 em 9:52 pm
A paz do Senhor,
Eu gostaria de parabeniza-lo pelos estudos.
Eu estou fazendo teologia e estou pesquisando,então gostaria de saber quando vc vao postar os estudos que são sequancia desses,como a corrupção de Israel diante de Baal. De quem foi a culpa? Por que se contaminaram? e Elias e os 450 profetas de Baal…..Estou precisando da continuação desses estudos.se puder publicar ou me mandar eu agradeco ….para o mes de novembro.
obrigada
novembro 25th, 2008 em 2:12 pm
Parabéns! Sem palavras .. aprendi muito!!
A paz do Senhor!