Pastor é acusado de assediar menina
Ele jura com as mãos algemadas sobre a bíblia que jamais cometeria um delito como este do qual está sendo acusado. Ela, uma menina de apenas 8 anos que, conforme versão nos autos do processo, teria apenas pedido uma oração em seu nome. Respectivamente, eles são acusado e vítima do fato que ocorreu no Bairro Cruzeiro, no município de Salto do Jacuí, por volta das 9 horas da última segunda-feira.
Segundo consta na ocorrência registrada na Delegacia de Polícia da cidade, Rubens Schwanke, 51 anos, pastor da Igreja Evangélica Pentecostal Seara do Senhor Jesus Cristo, teria ido à casa da menor para “fazer orações”. A criança estava em companhia da avó. No momento em que ficou sozinha com o religioso – conforme depoimento dela à polícia –, ele teria colocado a mão por dentro das calças da menina, tocando seu órgão sexual. Da mesma maneira, teria levantado a blusa da menor e a convidado para “fazer bagunça qualquer noite que desejasse”.
Assustada, a criança saiu correndo e chamou a avó, que de imediato foi tirar satisfações com o acusado. Como os gritos podiam ser ouvidos de longe e, conforme uma testemunha, Rubens teria saído do interior da residência “puxando o zíper das calças”, a Brigada Militar foi acionada. Os procedimentos legais foram adotados e o pastor foi preso preventivamente, estando no Presídio Estadual de Sobradinho à espera de julgamento.
Leia mais
Tem mais…
Pastor acusado de violentar cinco garotas
O pastor Jair da Rocha, 46 anos, fundador da Assembléia de Deus Filadélfia da Amazônia, na Estiva, zona rural de São Luís, não se apresentou, ontem, para prestar declarações na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), como havia prometido através de advogado. A delegada Valéria Beiruth esperou ele durante a tarde inteira.
Rocha, que é natural de Londrina (Paraná), foi denunciado na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) por familiares de cinco adolescentes com idade entre 13 e 17 anos, que o acusaram de violentá-las sexualmente. O delegado José Nilton iniciou as investigações, porém, por tratar-se de violência sexual o caso foi encaminhado para a delegacia especializada, onde Rocha seria interrogado pela delegada adjunta Valéria Beiruth na tarde de ontem, no entanto, o pastor não compareceu.
‘Revelação’ e casamento - Segundo os pais das meninas que teriam sido estupradas, o pastor Rocha chegou há cerca de dois anos na comunidade, fundou a igreja e “aparentemente” vivia pregando a palavra de Deus. Mas não era bem assim. Há uns três meses uma das vítimas contou para a mãe que “o pastor teve uma revelação de Deus e disse que eu fui escolhida para ser a esposa dele”.
Os denunciantes declararam, no entanto, que outras jovens da localidade também haviam sido “escolhidas”. A partir daí os familiares das garotas foram tentar conversar com Rocha, porém, ele desconversou e aos poucos foi se afastando da comunidade e já estaria iniciando os preparativos para fundar outra igreja, desta vez, na Vila Flamengo. Por meio de advogado, o pastor teria se apresentado na Deic, mas como o delegado não estava, foi aconselhado a se dirigir à DPCA, no entanto ele não apareceu.
Leia mais
Mais uma vez eu levanto a questão. Quem nessa hora vai ser o espertinho que dirá: “não toqueis no ungido do Senhor!“, “não julgues porque só Deus pode julgar!“, “se ele está errado mesmo é o Senhor quem vai condenar!“.
Um cargo ou título de pastor não garante um “título de santidade” a quem o carrega. Todos continuamos homens, falhos, propensos a cometer erros e falhas. Essa beatificação da figura do líder evangélico é o grande câncer que corrompe as igrejas cristãs; entregamos nossa fé e nossa confiança nas mãos de homens que, apesar do título, podem ser tanto ou mais perversos que qualquer pessoa comum.
Portanto, estejamos atentos. Confie no Senhor. Com os homens, tenha cuidado dobrado.
Compartilhe!