Papo de Teólogo

Conhecereis a verdade e ela vos assustará.

Archive for the 'Reflexões' Category

Origem da vida: onde começou a evolução?

September 4th, 2008 by René Vasconcelos

Cientistas criam novo método para decifrar origens da vida

Pesquisa tenta desvendar origem de vírus e células por meio de computador.
Cientistas da Universidade Penn State, no Estado americano da Pensilvânia, desenvolveram um novo método de computador que promete dar uma resposta definitiva sobre uma antiga dúvida da comunidade acadêmica: quem surgiu primeiro, os vírus ou as células? A resposta dará mais uma pista sobre os processos de surgimento dos seres vivos no planeta Terra.
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Esse é o ponto que pôs abaixo - cientificamente - a teoria evolucionista de Darwin. Se Deus não criou nada, tudo é fruto de uma evolução, então de onde saiu o ser vivo que começou a evoluir? Como é que uma molécula de carbono, do nada, se transforma em organismo vivo? Imagine se a ponta do seu lápis, de repente, começa a se reproduzir ou a realizar fagocitose? Difícil de imaginar.

Por isso as teorias de Darwin têm perdido força; falta um início realmente plausível para o processo. Não que o criacionismo seja aceito nas rodas acadêmicas, mas muitas correntes científicas e filosóficas ainda discutem esse assunto para solucionar um problema que não é simplesmente resolvido com combinações químicas de elementos.

Ainda continuo com a impressão de que existe um Maestro orquestrando a natureza e a criação, dando notas e subnotas nessa filarmônica em que tocamos.

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Você está preparado para defender a sua fé?

September 4th, 2008 by René Vasconcelos

A pergunta do título, à primeira vista, é fácil de ser respondida. Todos nos achamos aptos a defender nossa fé até o momento em que precisamos defende-la diante de pessoas com argumentos melhores que os nossos. Aí, vemos que não adianta achar que você é apto para defender sua fé; é necessário você realmente se preparar para defende-la. Veja o vídeo abaixo, retirado de um programa americano sobre ateísmo:

Aí você questiona: mas Deus não precisa que ninguém defenda fé nenhuma. Oras, em Filipenses, Paulo se diz defensor do evangelho; estaria ele errado? Quando você for questionado sobre suas razões para acreditar em Deus, o que você responderá? Descerá um anjo dos céus proclamando a defesa?

Portanto, esteja preparado; estude, medite, ore. Para que a sua palavra seja temperada e na medida, para saber como responder a cada um (Cl 4:6) e para que você não passe vergonha. Porque na hora de encontrar argumentos de defesa da fé e proclamá-los a pessoas não crentes, nehum retété pézinho de fogo vai te salvar da vergonha de não conhecer quais são as bases para sua fé em Deus.

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Misturar religião e política: até onde vale a pena?

September 1st, 2008 by René Vasconcelos

Brasil, 2008. Estamos em época de eleições municipais e o país ferve com inúmeras campanhas de candidatos a vereadores e prefeitos. E cada candidato adota para si a tática mais conveniente - e mais funcional - de campanha; alguns apelam para suas obras já realizadas, outros apelam por seu cargo ou ramo de trabalho, e outros - e isso discutiremos agora - apelam para a religião. São inúmeros candidatos que fazem campanha se utilizando seu título pastoral ou se beneficiando da ajuda de grandes ministérios e líderes. Vamos discutir um pouco sobre a validade dessa atitude e estudar a campanha eleitoral da cidade de São Paulo.

Quando o assunto é religião e política a primeira argumentação que se ouve é: “é necessário que os evangélicos tenham uma bancada no Congresso e nas câmaras que os representem”. Mas, uma vez eleitos, esses “políticos evangélicos” representam o que? Representam os interesses de quem? Pelo o que temos visto, esses políticos - em sua grande maioria - focam defender os interesses dos ministérios que os elegeram, além dos seus próprios. A PLC 122/06 passou pela Câmara dos Deputados e a bancada dos evangélicos, que é forte por lá, foi incapaz de sugerir mudanças plausíveis no projeto de lei. E não é novidade ver políticos evangélicos envolvidos com escândalos de corrupção, como o caso das ambulâncias superfaturadas e do dinheiro escondido na cueca de certos políticos-bispos.

Portanto, não temos necessidade de pessoas evangélicas nos representando no Congresso; temos necessidade de pessoas com dignidade, moral e respeito aos eleitores que nos representem. O fato de ser evangélico ou não é periférico, uma vez que um título pastoral ou religioso não confere a ninguém dignidade. Não devemos misturar as coisas; devemos votar nas pessoas têm mostrado um trabalho digno e respeitoso, com idéias boas para a comunidade em geral e que tenham caráter.

Outro ponto a ser observado é a utilização excessiva do apoio de grandes líderes e ministérios evangélicos. Aqui em São Paulo temos alguns exemplos bem conhecidos de candidatos que utilizam o apelo evangélico:

Davi Soares - o filho de R.R. Soares, líder da Igreja Mundial da Graça, aparece em sua campanha da TV sem dizer uma só palavra. Quem se encarrega de falar e pedir votos aos seus devotos é o próprio pai.

Marta Costa - a filha do presidente da CGADB, Pr. José Wellington, se anuncia em suas campanhas como a candidata escolhida pelas Assembléias de Deus para vereadora de São Paulo.

Missionário José Olímpio - Aparece em sua campanha na TV junto ao Waldemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus. Waldemiro dá uma palhinha pedindo votos para o seu candidato.

Reverendo Dinarte - esse não cita nenhum ministério, mas apela para o pentecostalismo. Seu slogan na TV é “na hora de votar, deixa Deus te usaaar! Eita Deeeeus“.

Até onde é válida essa busca excessiva por apoio ministerial? Quando é que esse apoio vira falta de respeito com o cristianismo? Porque, vejamos, um líder religioso aparecer na TV pedindo votos ao seu candidato dá a impressão de manipulação da fé para benefício próprio; é isso o que me vem à cabeça quando assisto a esse tipo de apelo!

Portanto, tenhamos cuidado na hora de votar. Vamos avaliar se o candidato é apto ao cargo, se ele tem uma vida realmente íntegra e se seus planos são válidos. Se é evangélico ou não, é um fator que melhora, claro, mas que deve ser deixado em segundo plano. Afinal, ser evangélico hoje em dia não é mais um selo de caráter e dignidade como era antes. Infelizmente.

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Evangelismo na TV - até onde isso é sincero?

August 25th, 2008 by René Vasconcelos

Passamos no Brasil por uma situação no mínimo curiosa; as grandes igrejas evangélicas estão em um combate silencioso, lutando por espaços na TV. São propostas milionárias em busca do melhor horário, do maior tempo no ar, do canal mais visitado, enfim… a busca é por audiência.

É real a necessidade que temos de buscar novas mídias para o evangelismo. O rádio já é um meio consagrado e muito valioso de evangelismo. Os cultos do “Cristo em Casa” transmitidos pela rádio Melodia no Rio de Janeiro marcaram a minha infância e me apoiaram quando eu precisava ouvir uma boa pregação. E até hoje o rádio contém inúmeros bons programas evangelísticos, como as pregações de Gondim. A internet é outro meio muito utilizado para evangelismo, visto que é fácil encontrar um bom estudo, uma boa palavra e até mesmo estudar a Bíblia em sites robustos de teologia.

Mas e a TV? De que forma ela tem sido utilizado para um real evangelismo? Vejamos as notícias abaixo:

“Por vontade do Senhor, e não tenho outra explicação para dar, a partir do dia 1º de setembro, toda a madrugada da Rede Bandeirantes será de nossa responsabilidade. O que nos impressiona nisso tudo é que fizeram ofertas milionárias por este horário, mas o dono da Rede Bandeirantes não aceitou nenhuma das propostas. Mandou chamar-me e ofereceu-me o espaço por 1/3 do que estavam propondo à emissora”.
Essas foram algumas das palavras do pastor Silas Malafaia ao falar de mais uma bênção que Deus o concedeu. Por conta do novo horário, o programa Vitória em Cristo terá mais tempo de exibição. Aproveitando esse grande espaço, o pastor Silas dará oportunidade a vários pastores para que preguem mensagens edificantes e, assim, ganhem almas para o Reino de Deus.
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Após o fim precoce do contrato com a PlayTV, em julho, a Rede 21 optou inicialmente por seguir com uma grade própria, mas acabou fechando contrato com a Igreja Mundial do Poder de Deus, que terá assombrosas 22 horas diárias de programação.
O contrato com a igreja vale por cinco anos, e só não é de 24 horas por dia porque a lei obriga que as redes tenham pelo menos duas horas diárias de programação jornalística. O novo diretor de programação é o pastor Ronaldo Didini, ex-Igreja Universal.
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Pelas notícias observamos que a corrida atrás de horários na televisão é grande e estima-se que as quantias de dinheiro gastas nesse propósito são absurdas. É realmente válida essa proporção do uso da TV? Uma hora ou duas por dia não seriam suficientes para um evangelismo sincero com uma boa pregação? Esse anseio por horários na TV não virou algo mais comercial do que evangelístico? Até onde vai a sinceridade nesse tipo de empreendimento?

Começo a refletir se não seria mais efetivo gastarmos essas montanhas de dinheiro em campanhas beneficientes, obras sociais, apoio a comunidades carentes. Talvez o número de pessoas alcançadas fosse menor, mas o número de pessoas que teriam suas vidas realmente transformadas seria muito maior.

E só para constar; assisti a inacreditáveis 2 horas seguidas da programação da Igreja Mundial do poder de Deus semana passada. A Bíblia não foi citada nenhuma vez durante todo esse tempo. Evangelismo?

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O preço do conhecimento

August 25th, 2008 by René Vasconcelos

A alguns dias venho passando por uma certa crise. Como eu sempre estudo ministérios dos mais diversos tipos, acompanho cultos, pregações e pessoas nas igrejas, tenho observado a situação desgastada da igreja evangélica na sociedade atual. São tantas pessoas enganando e tantas pessoas QUERENDO ser enganadas dentro das igrejas! Se prega um evangelho de felicidade, no qual o único objetivo de seguir a Cristo seria a sua própria felicidade, quando a verdade não é bem essa. E a igreja não procura ensinar às pessoas; ao contrário, a grande preocupação da maioria das igrejas é a de como limitar o que seus membros têm conhecimento. As pessoas que começam a ter um entendimento mais amplo e enxergar os erros, começam a ser executados, execrados e removidos do “meio evangélico”.

Comecei a me questionar sobre a validade de se ter um conhecimento mais amplo; eu não era mais feliz quando não enxergava esses erros nas igrejas? Sim, era. Eu era muito mais feliz quando inocente; não tinha o peso de conhecer nem o dilema de, uma vez conhecendo, de os tornar públicos ou não. Salomão nos mostra o peso do conhecimento:

“Apliquei o coração a conhecer a sabedoria e a saber o que é loucura e o que é estultícia; e vim a saber que também isto é correr atrás do vento.
Porque na muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta ciência aumenta tristeza.” (Ec 1:17,18)

Conhecer os reais defeitos da igreja e querer anunciá-los no intuito de promover uma reforma silenciosa só tem me trazido enfado e tristeza. Tristeza pela constatação de que o evangélico atual não quer aceitar o próprio erro; ele prefere estar acomodado sobre um evangelho que visa o seu próprio bem pessoal em detrimento a um evangelho dedicado ao próximo. A arrogância, o culto ao ego e o orgulho das pessoas têm sido cultivado dentro das igrejas. Afinal, se você pode decretar vitórias e exigir bençãos provindas de Deus, quem seria capaz de dizer que o que fazes é errado?

Saudades de quando eu era néscio. Eu não era cobrado já que eu não conhecia. Hoje, se me calo, me torno cúmplice do vandalismo que certos líderes religiosos fazem com o evangelho. Não quero ter, em minhas mãos, o sangue das pessoas enganadas com falsas promessas sobre os púlpitos.

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Porque existem pessoas ricas e pessoas pobres?

August 23rd, 2008 by René Vasconcelos

Existe um grande questionamento que assombra a humanidade desde seus primórdios; porque existe a pobreza? Porque essa distribuição desigual de renda, de oportunidade? O que permite a pessoa enriquecer ou empobrecer? Muitos filósofos e pensadores de renome tentaram explanar de um modo sociológico esse fenômeno, outros culparam regimes governamentais, outros a política econômica, como o capitalismo. Existem inúmeras respostas, inúmeros porquês e nenhuma solução.

Nas igrejas o assunto é ainda mais profundo; porque Deus permite a pobreza? Porque existem cristãos fiéis pobres e ricos, se eles são fiéis na mesma proporção? Pior; porque existem tantas pessoas perversas com tanto dinheiro enquanto cristãos fiéis passam por tantos problemas financeiros? Porque o Senhor, o qual afirmamos justo, permite tamanha discrepância?

E teologia da prosperidade?

Os colonizadores dos EUA desenvolveram uma visão teológica deturpada baseada no Calvinismo. Eles tinham a visão de que as pessoas escolhidas por Deus para a salvação eram marcadas por serem bem-afortunadas e prósperas, enquanto as pessoas não escolhidas por Deus tinham como marca a pobreza e a miséria.

As igrejas neo-pentecostais remontam essa antiga visão deturpada e tratam a pobreza como um castigo divino ou uma ação do demônio. Essas denominações anunciam em rádios ou TVs que, caso a pessoa ingresse a tal igreja, ela será abençoada e seus problemas financeiros terão fim, se utilizando da já famosa Teologia da Prosperidade. Essa falsa teologia tem por fim indicar que todo o servo fiel do Senhor deve ser próspero financeiramente e, caso não seja, indica que há algo de errado em sua vida.

Essa é uma visão anti-bíblica visto que, se observarmos Jesus Cristo como homem, ele era apenas um carpinteiro de uma humilde região; ele não era próspero financeiramente, morava em uma casa, segundo pesquisas recentes registram, com no máximo dois cômodos, não tinha a menor vergonha disso e muito menos se sentia menos abençoado por, sendo Deus, nascer pobre.

Mas porque a pobreza?

Agora, reflitamos mais sobre a pobreza; ser pobre não significa viver em miséria. Você pode não ter dinheiro para comprar o que você deseja ou o que seu filho deseja ou até passar por dificuldade com as contas do mês; isso é reflexo da economia do seu país, das oportunidades que você teve e até mesmo das suas decisões, tomadas ao longo da sua vida. Devemos parar de sermos egoístas e pensar que só por sermos cristãos a prosperidade deveria ser mais fácil para nós. Todos, cristãos ou não, são passíveis da riqueza ou da pobreza; não é algo espiritual. Jesus não nos engana quanto às dificuldades do mundo:

“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo 16:33)

Mas o Senhor não diz que o justo prosperará?

Devemos ter em mente que as bençãos do Senhor não são simplesmente em bens materiais; podem ser em saúde, na família, em sabedoria e outras virtudes que não apenas o dinheiro.

“Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.” (Sl 37:11)

Quando a Bíblia fala em “herdar a terra” não significa posses; está relacionado a abençoar a sua descendência, assim como foi feita a promessa a Abraão. Abraão não possuiu a terra de Israel mas a sua descendência tomou posse dela e a povoou por causa da retidão de Abraão. Você sendo reto talvez não tenha posses, mas terá uma família abençoada e abundante em paz, graças a sua retidão.

Então um justo pode passar fome?

Não devemos aceitar é a miséria; devemos trabalhar e lutar incessantemente para que não falte o pão em nossas casas! Isso é nosso dever. Uma pessoa justa, com capacidade de trabalhar, não ficará parada esperando Deus abençoar; irá trabalhar sem preguiça para que pelo menos o pão não falte na mesa de seus filhos. Esperar sentado Deus abençoar não é uma atitude honesta de quem tem condições de trabalhar. É certo que vivemos tempos em que é muito difícil arranjar emprego, mas não devemos desanimar de procurar, nem sentar esperando por um.

“Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.” (Sl 37:25)

E quanto aos injustos que enriquecem?

Como já dissemos, todos são passíveis de pobreza e riqueza. Não devemos de maneira nenhuma achar que uma pessoa mais rica é mais abençoada que você; ela é rica também por um conjunto de situação econômica do país, oportunidades (como heranças e possibilidade de melhor estudo) e escolhas que ela fez ao longo da vida. Não podemos invejar, pois se a pessoa for injusta, ela terá a sua recompensa em seu determinado tempo.

“Descansa no SENHOR e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios.” (Sl 37:7)

Conclusão

Assim como não devemos achar que a riqueza é sinal de benção, também não podemos achar que a pobreza é um sinal de santidade. Você pode muito bem almejar uma situação financeira melhor e trabalhar muito para tal. O que você não deve é deixar que isso seja o mais importante para você, nem medir as pessoas por sua posição social.

Outra coisa que devemos observar também é que existem pessoas com mais facilidade em ganhar dinheiro que outras. O autor de Eclesiastes nos diz que isso é um dom de Deus. Devemos nos importar em tentar viver bem com o nosso salário, seja ele grande ou pequeno, mas que seja justo e honesto e recebido com alegria.

“Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção.
Quanto ao homem a quem Deus conferiu riquezas e bens e lhe deu poder para deles comer, e receber a sua porção, e gozar do seu trabalho, isto é dom de Deus.” (Ec 5:18,19)

Que procuremos trabalhar, suar a camisa pelo sustento de nossa família e adorar a Deus através de nossa alegria em receber nosso salário, fruto do nosso esforço. Se existem diferenças sociais, elas se acabam quando existe um coração que se alegra pelo fruto de suas mãos. Paremos de querer colher mais do que plantamos. Paremos de indagar pela história dos outros e sejamos responsáveis pela nossa própria história.

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Comparando opiniões [2]

August 21st, 2008 by René Vasconcelos

Depois que comecei o estudo sobre a Bíblia tenho recebido muitos elogios, muitas críticas e observado as opiniões de cada um que me escreve. Respeito a cada uma e agradeço a todos que comentaram, pois essa é a real intenção do estudo: gerar um ambiente em que possamos nos expressar e aprender mais da Palavra de Deus.

Duas dessas opiniões, muito divergentes uma da outra, explicitam bem o impasse sobre como os cristãos observam a Bíblia. Observe:

Ao afirmar que a Bíblia “tem duas mil contradições”, o irmão está, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa de Silveira Bueno, afirmando que a Bíblia é incoerente com o que diz, que suas passagens estão em desacordo com a realidade. Se isto fosse verdade, quais benefícios espirituais teriam os que buscassem em suas páginas alívio para suas almas? Que credibilidade pode ter um livro incoerente desarmonioso consigo mesmo?

Portando, querido irmão René, a afirmação que o irmão faz, não suporta ao um estudo sério e legítimo da Palavra de Deus, que, como afirma o Apóstolo Pedro, por haver pontos de difícil entendimento, para alguns, é mais cômodo atacá-la, mesmo que inconscientemente, afirmando haver nela “duas mil contradições”, quando a mesma afirma não haver nenhuma.

E compare com esse comentário:

…visito o seu blog e tenho gostado muito das ricas informações. De um tempo para cá comecei a ver e ler a Bíblia com uma perspectiva diferente, mais critico talvez, mas pelo lado bom, quero conhecer mais o contexto histórico e literário, saber mais sobre o que as palavras querer dizer em sua lingua original e tals, para mim isto está sendo uma benção, mas tbm é ai que entra uma questão delicada - quando vejo determinadas pregações que não falam sobre o pecado, o arrependimento e a ira futura e sim de bençãos sem fins… amado, mas que coisa… fico sem saber o que falar e para quem falar que pregações assim são metirosas e que a teologia da prosperidade é demoniaca.

Quando vejo essa diferença de opiniões, de modos como observam um estudo, começo a me questionar: é realmente válido cultivar uma fé engessada na qual criam-se resposta pré-fabricadas para que todos decorem ou é preferível instigar as pessoas a pensarem, a conhecerem mais da Bíblia, a serem mais críticos?

Vou novamente dizer que o estudo sobre a Bíblia visa cultivar no cristão um pensamento mais completo sobre ela a ponto de possibilitar o leitor a ter sua própria visão sobre a Palavra de Deus. Instigar a pensar, questionar e estudar é algo que só vai alimentar nossa fé, ao invés de secá-la como muitos dizem.

Para completar, disponibilizei um link completo na barra superior para os estudos. Assim, pessoas impulsivas não terão como criticar o estudo apenas por uma parte.

Deus os abençoe e lhes inspire entendimento.

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Eu quero o meu lencinho suadinho!

August 19th, 2008 by René Vasconcelos

Esta semana eu fiz a peripécia de assistir a um programa do Waldemiro Santiago, da igreja Mundial do Poder de Deus, no canal 21. Fiquei cerca de 30 minutos esperando para ver se sairia uma pregação, um estudinho básico, ou pelo menos a leitura de dois versículos bíblicos, mas isso não aconteceu. O que eu vi foi apenas cantação de milagres, testemunhos confusos, e auto-propaganda do ministério.

Vamos e venhamos, Waldemiro tem o comportamento de um homem simplório o que é ótimo num Brasil em que os líderes evangélicos adoram luxo e ostentação. Porém um homem que espalha lencinhos vermelhos molhados em seu próprio suor, dizendo que através desse pequeno artefato Jesus iria abençoar, não é uma pessoa realmente humilde. E os diálogos com as pessoas que sobem ao púlpito para testemunhar supostos milagres também não são os mais humildes:

Waldemiro: A senhora era evangélica?
Senhora: Eu era de outra igreja, mas recebi o milagre quando passei a frequentar a Mundial do Poder de Deus.
Waldemiro: Então você era de outra religião! E agora conhece o Deus da Mundial do Poder de Deus que é diferente dessas outras religiões! Esse sim abençoa!

Isso não é simplicidade, isso não é evangelho; é apenas um programa de auto-propaganda e comércio, igual ao ShopTour ou Canal do Boi.

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A literalidade da Bíblia

August 11th, 2008 by René Vasconcelos

Estive nesse sábado em um encontro de jovens da Igreja Betesda onde rolou uma palestra sobre as linguagens da Bíblia, dada pelo sempre brilhante pastor Eliel.

Na palestra Eliel expôs as dificuldades de interpretação da Bíblia geradas pela busca de uma literalidade que a Bíblia não possui, ou seja, nem tudo o que está escrito deve ser levado para o ponto literal da interpretação. Existem diversos pontos em que se baseia essa linha de pensamento; a diferença entre a data em que ocorreram os fatos descritos na Bíblia e a data em que foram registrados, a intenção de mostrar um Deus e não de contar uma história, o modo de expressão hebraico, diferente do nosso, enfim… vários fatores que mostram que existe a diferença do que está escrito para o que se quer dizer.

Esse é um modo de lidar com a Bíblia torce o nariz de inúmeros líderes religios, teólogos mais conservadores e cristãos em geral; afinal, se a Bíblia não é literal, se é apenas algo escrito por homens, então não existe a inspiração divina? Segundo Eliel, a inspiração divina foi na preservação de textos tão antigos até os dias atuais.

Bom, dizer que a Bíblia não é literal nos liberta das amarras de pensamentos tacanhas e nos dá espaço para viver uma fé mais prática e menos teórica. Porém nos traz também inúmeros problemas; dizer que a Bíblia não é literal dá margem para inúmeras linhas de pensamento não-cristãos que deturpam o evangelho, assim como vemos nos dias atuais.

Portanto é necessário muito cuidado ao se pensar na literalidade ou não da Bíblia. Por um lado temos uma idéia mais prática de cristianismo, mas por outro temos a abertura para diversas correntes filosóficas contrárias à própria Bíblia. É necessário um meio termo.

Eu, pessoalmente, acredito que a Bíblia NÃO É a palavra de Deus, mas sim CONTÉM a Palavra de Deus. Existem erros humanos nela porque foram realmente homens a escrever, mas o teor, a lição, a imagem de Deus que a Bíblia nos mostra é sim inspirada pelo Divino em sua integralidade. Pretendo, já a algum tempo, discutir isso mais a fundo em breve. Fique de olho.

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O fracasso do evangelho

August 5th, 2008 by René Vasconcelos

Sou gay e vou pro céu, problema é de vcs que q querem me colocar de fora, pq Jesus já colocou meu nome no livro da vida, e homem nenhum tira!
Ana - através de comentário no post sobre a Igreja Cristã Contemporânea

Esse comentário me levou a refletir, mais uma vez, sobre o cristianismo na atualidade. O evangelho atualmente é modelável conforme a vontade própria. Não é necessário mais se adaptar ao evangelho; o evangelho se adapta a você, Deus se adapta a você.

Sabe, a base para uma vida de comunhão com Cristo não é uma vida perfeitinha sem defeitos; o Senhor não nos pede isso pois sabe que não somos capazes de tal feito. Mas o pontapé inicial é o reconhecimento dos próprios erros. Reconhe-los é algo quase tão bom quanto não praticá-los pois a partir do momento que você sabe que há algo de errado, você se põe na posição de querer mudar esse quadro. Porém hoje não há a cultura de auto-reflexão, de reconhecer os próprios pontos fracos e de, assim, querer corrigi-los. É mais fácil você querer mudar o mundo ao seu redor a mudar a si mesmo.

E não falo isso apenas por causa do “homossexualismo cristão” que insurge em nossas igrejas. Existem inúmeras teologias hoje praticadas que visam o próprio interesse de seus praticantes. Procuram dar uma outra ênfase à Bíblia para benefício próprio, simplesmente pela arrogância de não aceitar que há algo de errado e que precisa ser mudado.

Sabe, esse posicionamento não é exclusivo. Não é querer “colocar de fora” uma pessoa pelo fato dela ser homossexual; todos são imensamente amados por Deus e respeitados por mim. O que me entristece profundamente é ver que os culpados por essa intransigência com o evangelho somos nós. Não soubemos defender o verdadeiro evangelho e permitimos que diversos bispos macedos e marcos gledstones aparececem no cenário cristão. Ficamos preguiçosos e deixamos que enganadores subissem ao púlpito com o pseudo-título de “homens de deus“, declarando suas mentiras capciosas a fim de tornar o evangelho em comércio.

E não canso de declarar uma passagem bíblica que mais parece uma profecia se cumprindo nesses dias:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas.”
2Tm 4:3

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Não use a fé para tentar enriquecer

August 4th, 2008 by René Vasconcelos

Existe uma passagem bíblica muita usada pelos pregadores que defendem a teologia da prosperidade ou qualquer outra teologia que utiliza uma futura benção como motivo para a pessoa permanecer cristão. Vejamos como é a utilização dessa passagem em uma pregação comum:

“Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.”
Meeermão! Você que não está vendo a benção te alcançar, não está vendo a sua prosperidade chegar, não está vendo as portas se abrirem para você, eis uma palavra! Você pode não ver, mas pela convicção da fé eu vejo, EIS QUE EU VEJO, um varão de branco trazendo uma bandeja e na bandeja há um rolo. Nesse rolo está escrito com letras douradas o decreto da sua vitória! Pela fé eu vejo! A-LE-LUI-AAAAAAAA!

Não quero aqui afirmar que o Senhor não abençoa aqueles que têm fé; abençoa e eu vivo isso a cada dia. A grande questão aqui é: o que você faz com a sua fé? Você a deposita num cofre para que um dia ela renda prosperidade e uma vida confortável para você? Você a utiliza como meio de enriquecimento rápido por causa das promessas de prosperidade feitas em muitas igrejas que se dizem cristãs apoiadas em textos bíblicos pela metade?

Acompanhem o texto na íntegra:

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.
Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho.
Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.
Hb 11:1-3

Nesse texto, o autor da carta aos hebreus nos diz que os antigos ficaram ricos pela fé? Ou que eles tiveram a benção garantida por causa da fé? Não. Os antigos conseguiram dar BOM TESTEMUNHO pela fé.

Portanto, não devemos utilizar a fé como moeda de troca com Deus. A fé deve ser utilizada como uma base para suas atitudes. Pode ninguém mais acreditar que valha a pena ser honesto, pode todo mundo te criticar por não seres igual a todos; mas você, pela fé, acredita que vale a pena ter atitudes diferentes porque é ao Senhor que agradas. Você pode passar por uma situação dificílima, na qual muitas pessoas se questionam do porquê você se manter fiel a um Deus que não lhe dá importância; mas pela fé você acredita que o Senhor não tirou os olhos de você nem por um segundo! Pela fé você glorifica a Deus no meio da dificuldade não porque o fará mais abençoado, mas simplesmente porque Ele merece o seu louvor. Pela fé você acredita num Deus vivo que a ciência e os céticos teimam em desmentir. Pela fé você acredita que o seu trabalho é importante mesmo quando não lhe dão valor. Pela fé você é mais que vencedor não porque tem dinheiro ou fama, mas porque serve a Deus; e serví-lo é algo indescritível.

Isso é fé. Essa é a fé que os antigos tinham; uma fé que fazia valer a pena ter atitudes diferentes. Uma fé que fazia de você uma pessoa melhor simplesmente por, mesmo sem ver, acreditar que o Senhor lhe observa a todo momento e que não esquece de ti. Tenhamos dessa fé genuína, deixemos a fé egoísta e gananciosa para os hipócritas.

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Brasil: Evangelicofobia anunciada

July 22nd, 2008 by René Vasconcelos

Brasil, 2008. O país passa por uma enorme mudança de perfil aos olhos do exterior. O que era antes o “país do futuro” é apenas considerado um país que não sabe administrar suas próprias riquezas naturais. Suas mulheres são vistas como referência de prostituição por causa do grande mercado sexual - incluindo infantil - no país. Sua política é vista apenas como um grande poço de estrume no qual porcos se digladiam por uma fatia maior de suborno. O turismo no Brasil é visto como de risco, perigoso e voltado à exploração do sexo. E o povo é visto como violento, pérfido, inculto - para não dizer burro - e atrasado.

E, desconhecendo essa forma como somos vistos, o povo brasileiro acha que é moderno, próspero, feliz, acolhedor. E achando tudo isso começam a pensar que estão muito acima de qualquer pensamento sobre religião; o povo brasileiro é muito inteligente para acreditar num livro cheio de conto de fadas como a Bíblia! O pensamento cristão é retrógrado, tacanho, individualista, preconceituoso, não é mesmo?!

A mídia mostra uma distorção de valores como nunca apresentada antes: o termo “família” tornou-se absoleto. Você só é “moderno” se você aceita se relacionar tanto com homens quanto com mulheres. Casamentos com igreja e papel, criar filhos, prezar a educação, tudo isso são pensamentos que atrasam o progresso. E, se você não aceita esse tipo de pensamento “moderno”, quer dizer que você é preconceituoso. Você não pode fazer parte dessa “nação progressista” chamada Brasil. Você é um atraso, um estorvo a essa nação.

Esse tipo de pensamento foi o de Hitler ao exterminar judeus; em seus devaneios, os judeus eram um atraso à superioridade ariana. Não quero aqui criar uma comparação igualitária ou extremista entre Brasil e Hitler; apenas quero mostrar a que consequências esse tipo de pensamento podem levar uma sociedade.

Hoje, o estorvo para o Brasil são os evangélicos. Nos acham preconceituosos simplesmente por não desejarmos o homossexualismo para nossas vidas; somos retrógrados por querermos pregar contra isso. Somos burros porque acreditamos no que “qualquer pastor” diz. E por isso tentam criar uma lei que visa calar esses evangélicos. Porque agredir um homossexual deve ser pior que agredir um hétero? As duas atitudes são igualmente condenáveis! Porque um colunista da revista Veja xinga livremente os evangélicos de preconceituosos enquanto xingar um homossexual é crime? O que acontece no Brasil?

E vai-se criando, lentamente, uma cultura contrária contra os preceitos cristãos. O Brasil pode retirar esse conceito de “país católico” de seu nomeio. O povo brasileiro prefere a imundície ao Deus desses religiosos.

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Um papo sobre a idolatria

July 14th, 2008 by René Vasconcelos

Portanto, dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Qualquer homem da casa de Israel que levantar os seus ídolos dentro do seu coração, e tem tal tropeço para a sua iniqüidade, e vier ao profeta, eu, o SENHOR, vindo ele, lhe responderei segundo a multidão dos seus ídolos;
para que eu possa apanhar a casa de Israel no seu próprio coração, porquanto todos se apartaram de mim para seguirem os seus ídolos.
Ez 14:4,5

Idolatria ainda é um assunto delicado. A primeira coisa que nos vem a cabeça é a imagem de um ídolo católico ou a adoração à vaca na Índia. Porém, devemos saber que o evangélico é um dos povos mais idólatras na atualidade; e vamos saber o porquê.

Primeiro vamos entender o que é idolatria. O ato de idolatrar é transferir atributos e poderes divinos a qualquer coisa que não seja Deus. Ou seja, se você acha que uma imagem de Nossa Senhora, mesmo como memorial, possa vir a curar algum mal, é idolatria. Se você acha que vai ter um dia ruim por sair de casa sem aquela correntinha que você acha que te dá sorte, é idolatria. Se você acha que um animal, como uma vaca ou um rato, não pode ser morto por ser divino, é idolatria. Se você acha que uma pessoa em especial vai te proporcionar maior possibilidade de obter uma cura ou uma profecia, mesmo que use o nome de Deus no meio, também é idolatria.

Ídolo de carneE dar atributos divinos a um homem é prática comum no meio evangélico. Hoje em dia se idolatra bispo X porque ele cura com o suor. Ou apóstolo Y porque ele promove curas online através da internet. Até mesmo o abençoado Z que promove avivamentos relâmpagos porque ele acha que tem “crédito no céu”. São inúmeros os “profetas” e “ungidos” venerados como verdadeiros santos por serem considerados um atalho para Deus. Esses ídolos são considerados intocáveis, inabaláveis e suas palavras são indiscutíveis para quem os idolatra. E muitos, inúmeros evangélicos idolatram ídolos de carne e osso e se esquecem de seguir o único que é inabalável e incorruptível: Deus.

Ídolo de carneA partir do momento que a pessoa começa a seguir um ídolo, ela passa a se espelhar nele e a seguir o que ele diz. Com o tempo, a Bíblia vai ficando de lado porque não precisa dela, afinal o ídolo de carne já a “explica” da maneira como convém direitinho aos seus idólatras. Não se precisa mais de Deus diretamente, não se precisa mais da Palavra, porque já existe uma pessoa que, supostamente, é uma ponte garantida para Deus. Isso gera uma certa independência de Deus; você já tem o seu ídolo, o seu atalho consigo.

Essa idolatria cria inúmeros problemas e um deles é o apoio da vida espiritual sobre pessoas que não são infalíveis. Até parecem, mas não são. Parecem porque um ídolo de carne vai querer transparecer perfeição até o errar; aí ele vai pedir desculpas em público dizendo que errou porque era humano e falível.

Ídolo de carneOutro ponto é: somos nós quem criamos os ídolos. Nós quem atribuimos a eles as características de semi-deuses que desejamos. Portanto, esses ídolos de carne irão falar o que nós queremos escutar; afinal nós somos seus criadores. Eles farão de tudo para arrebanhar mais idólatras e isso, dentro de uma igreja, é um câncer. Os idólatras evangélicos acreditarão cada vez mais nas “verdades” que todos querem ouvir que os ídolos pregam e a verdade de Jesus Cristo, que é amarga, literalmente espinhosa e difícil de ser praticada, vai ficando absoleta, esquecida.

É exatamente isso o que nos diz o versículo citado; o povo de Deus se afasta dEle por seguirem seus próprios ídolos. Raramente se busca fervorosamente a Deus em suas casas; antes buscam a oração de um ídolo de carne. Não se busca resposta de um problema diretamente com Deus; busca-se respostas através dos lábios de um ídolo de carne. E Deus nos responde, através da atual situação da igreja, o que acontece quando se busca a ídolos e não a Ele: corrupção na igreja, ganância, mentira, enganação, hipocrisia.

Deixemos os ídolos de carne de lado. Adoremos e sigamos ao Senhor que é o único realmente digno de nossa adoração.

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O crente que vota certo!

July 1st, 2008 by René Vasconcelos

Estamos próximos de mais uma rodada de eleições, dessa vez para prefeitos e vereadores. Geralmente o cristão tem a fama de mal eleitor, de apoiar quem oferece mais, ou de não conseguir escolher um membro cristão que os represente decentemente em suas posições políticas. E, na verdade, essa fama descreve nada mais que a verdade. É difícil ver um cristão parando para analizar um candidato além dos fatores cristão/ou não.

Então, para facilitar a melhor escolha de nossos representantes, ao invés de ficar ouvindo-os quando tomam o púlpito de nossas igrejas para fazer discursos políticos (algo que muito me aborrece), o Papo de Teólogo trará uma pequena - pequena mesmo - descrição de cada candidato a prefeito das principais cidades brasileiras para que o eleitor cristão possa conhecer um pouco mais sobre a vida, características e valores de cada candidato. É claro que também estará explícito se eles ajudaram ou atrapalharam a vida social cristã durante sua carreira política.

Aguardem que a primeira cidade contemplada será o Rio de Janeiro para o Especial Vota Crente - Eleições 2008!

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Brasil: do Estado laico ao arcaico

July 1st, 2008 by René Vasconcelos

Laico: adjetivo que significa uma atitude crítica e separadora da interferência da religião organizada na vida pública das sociedades contemporâneas.

Acabei de ler na íntegra a redação atual da PLC 122/06, “contra a homofobia” - conhecida pelos leitores deste blog carinhosamente como Lei da Mordacinha. É impressionante a falta de bom peso e bom senso presentes nesse projeto de lei, que acaba discriminando os héterossexuais. E vamos ver o porquê comparando-o com a atual legislação brasileira, de uma maneira “laica“, sem o uso da Bíblia (por enquanto):

- Se uma pessoa agride um pai de família hétero, pode pegar no máximo 1 ANO de cadeia (pena prevista por lesão corporal). Se uma pessoa agride um homossexual, pode pegar até 3 ANOS.

- Se uma pessoa humilha ou maltrata verbalmente uma trabalhora, mãe de família, hétera, pode pegar até, no mááááximo 6 MESES de cadeia (pena prevista por injúria). Se essa mesma humilhação for contra um homossexual, pode pegar até 3 ANOS.

- Se um patrão demite um funcionário hétero sem justa causa, nada lhe acontece. Mas, se demitir um funcionário homossexual também sem justa causa, o patrão pode pegar até 5 ANOS de cadeia.

- E, para terminar, se uma pessoa entrar na sua igreja, zombar da sua fé e tentar humilhar os que lá estão, pegará no máximo, no máximo 1 ANO de cadeia (pena prevista por Ultraje a culto e impedimento ou perturbação de ato a ele relativo). Pena bem inferior a qualquer uma descrita na PLC 122/06.

Agora eu pergunto: num país que em se procura dar menos direitos ao cidadão héterossexual, onde está a verdadeira discriminação? Será que agora um cidadão terá que virar homossexual para obter mais direitos? A quanto a liberdade de religião, constante na Constituição? Não poderemos mais expressar a fé na Bíblia? Será que, só porque homossexuais e congêneros não acreditam nela, teremos de descartá-la também?

Isso está me parecendo uma regressão de Direito. Ao invés do Estado evoluir, ele regride, retirando a liberdade de expressão e livre culto da maioria de seus cidadãos para benefício de uma minoria. É claro que o maltrato deve ser punido severamente; mas tanto contra homossexuais quanto contra héteros.
Pois, se querem tanto o fim da discriminação, porque têm de diferenciar os direitos héteros dos homos?

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