Notícia comentada [53]
setembro 18th, 2008 por René Vasconcelos
Evangelhos são obra de autores desconhecidos, dizem pesquisadores
Os Evangelhos do Novo Testamento, quatro relatos sobre a vida de Jesus aceitos por todas as igrejas cristãs, tradicionalmente são atribuídos a dois dos Doze Apóstolos (Mateus e João, filho de Zebedeu), a um companheiro do apóstolo Pedro (Marcos) e a um colaborador de São Paulo (Lucas). Para os atuais estudiosos da Bíblia, no entanto, o mais provável é que nenhuma dessas autorias tradicionais esteja totalmente correta. Embora muitos dos fatos contados pelos evangelistas possam realmente remontar à vida de Jesus, inconsistências e contradições deixam claro que nenhum de seus discípulos originais sentou-se pessoalmente para escrever uma biografia de Cristo.
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Ao ler essa reportagem, uma pergunta me tomou a mente: até onde a ciência afeta a minha fé?
Esse questionamento pode soar estranho vindo de alguém que preza questionar e estudar a Bíblia a fundo a fim de desmentir inúmeras “verdades” infundadas disseminadas pela igreja cristã atual. Mas deixe-me explicar. Estudar, conhecer, buscar, meditar é de suma importância para que nós, cristãos, pratiquemos um cristianismo sólido, incorruptível e real. É de suma importância para que não fiquemos por aí acreditando em estorinhas contadas em púlpitos e passemos a acreditar somente na real Palavra de Deus. E a real Palavra de Deus provém da Bíblia; ela é o centro do cristianismo, a base e o teto.
Porém, quando começamos a estudar, a cientificar a própria Bíblia, mesmo que seja só um pouquinho, vemos algumas diferenças e algumas verdades que não são disseminadas por medo do cristão perder a fé. Por exemplo, quase todo o cristão sabe, teólogo ou não, sabe que existem livros da Bíblia de autores desconhecidos; outros são de autoria duvidosa e ainda outros são de autorias parcialmente conhecidas, como Salmos ou Eclesiastes. Existe o livro de Genesis que, na melhor hipótese, é uma reunião de histórias antigas reunidas por Moisés.
Essas informações são ótimas para o seu conhecimento. Mas faz diferença para a sua fé na Bíblia como Palavra de Deus? Não deveria. Porque você deve ter fé no propósito divino em nos manter esses textos até hoje, trazendo uma mensagem que é a base do comportamento cristão e uma pequena demonstração do que é Deus; Seu amor, misericórdia e poder. É nisso que você deve crer. Se livro tal foi escrito por X mas tem o nome de Y ou se o texto A não condiz com o texto B, tanto faz. Se você crê que o texto contém uma mensagem que provém e foi mantida por Deus em sua essência para você, isso já é o bastante! Portanto, deixe a ciência ser ciência e deixe a sua fé ser fé.
Quanto aos evangelhos, existia antigamente a tradição de se escrever um texto e nomeá-lo com o nome da pessoa que originou tal pensamento. Talvez os Evangelhos não sejam diferentes. Os relatos das histórias sobre Jesus sobreviveram até cerca de 70DC através dos cultos nas igrejas primitivas. Se hoje em dia, nós louvamos e ouvimos pregação nos cultos, antigamente eles se utilizavam dos cultos para compartilhar experiências e testemunhos vividos por cada um sobre a vida de Jesus. Segundi alguns estudiosos, os livros de Marcos, Lucas e Mateus provém de uma mesma fonte; apenas foram alteradas algumas ordens e adicionados algumas passagens conforme a vontade do editor de cada evangelho.
Isso muda alguma coisa em sua fé na historicidade de Cristo? Ele viveu como homem e morreu como Deus para salvar a humanidade de seus pecados. Creia nisso e não se abale com a ciência. Se você for sábio, ela será muito mais aliada do que inimiga.
Postado em quinta-feira, setembro 18th, 2008 at 6:10 am e salvo na categoria Notícias, Reflexões. Você pode obter quaisquer respostas do post através de RSS 2.0 RSS. Você pode deixar um comentário, ou rastreá-lo a partir do seu site.

setembro 18th, 2008 em 1:58 pm
Atribuem a Karl Barth a seguinte frase: “quanto aos críticos, tudo que posso dizer é que não devo nada a eles”. Não me lembro se é exatamente assim, mas sei do que nosso teólogo está falando. Ele fala sobre a necessidade da teologia não se dobrar aos apelos e à metodologia da ciência moderna.
No momento atual, temos uma nova demanda, a de utilizar a crítica como ferramenta. Creio que somente assim, poderemos escapar deste dogmatismo científico que ainda paira sobre nosso terceiro mundo e nos vacinar quanto ao anti-intelectualismo e anti-cientificismo que lança as suas sombras na Europa, sob o manto da pós-modernidade.
Vale lembrar que a ciência tem suas limitações quanto à deteminação de coisas que vão além do campo da natureza. Falando a respeito do natural, ela já peca, que dirá do que transcende o reino da natureza. A frase de Pascal, “o coração tem as suas razões que a razão desconhece”; pode ser relida da seguinte maneira: a ciência tem seus limites que os cientistas e fideístas cientistas desconhecem.
UM ABRAÇO A TODOS!!!!!!
setembro 21st, 2008 em 6:36 am
CRER ou não como explicar o inexplicavel Fé é o firme fundamento das coisas que se esperam , e a prova das coisas que se não vêem .