Papo de Teólogo

Conhecereis a verdade e ela vos assustará.

O amor de Deus em Auschwitz

October 4th, 2007 por Rene

Polônia, 1941. A Segunda Guerra Mundial se desenrolava e dava traços de uma iminente derrota dos países aliados contra a Alemanha. Hittler marchava triunfante com suas tropas pelas ruas de Paris, demonstrando seu poderio sobre os países aliados. E ao mesmo passo de seu triunfo militar, o seu plano para limpeza da raça seguia sem barreiras. Durante toda a guerra cerca de seis milhões de pessoas dentre eles ciganos, testemunhas de Jeová, homossexuais, sacerdotes católicos e, principalmente, judeus foram dizimados em campos de concentração. O povo escolhido por Deus, filhos de Abraão, Isaque e Jacó mais uma vez eram perseguidos. Sim, Deus permitiu que seu povo fosse perseguido e humilhado mais uma vez.

As tropas nazistas de Hittler perguiam a todos os judeus na Europa e os levavam em trens para os campos de concentração. Nas cidades de Auschwitz e Birkenau se erguem dois dos maiores campos de concentração em toda a Europa; Auschwitz I, no qual ficavam concentrados os exilados para servir de trabalho escravo, e Auschwitz II, no qual ficavam os prisioneiros separados para serem mortos.

Em Auschwitz II, um desses campos de concentração, crianças eram separadas para experimentos médicos bizarros, como a união de veias de gêmeos, aplicaçao de tinta azul nos olhos de bebês, tudo supervisionado pelo Dr. Josef Mengele. Pessoas sem saúde, débeis ou muito idosas eram levadas para as câmaras de gás. Esses galpões, com capacidade para até 2.500 pessoas de uma só vez, continham chuveiros. Para evitar o pânico, os soldados levavam os prisioneiros para lá a título de tomarem um banho e serem desinfetados. Porém nada além de um gás letal (Zyclon B) saía dos chuveiros. A morte era lenta e silenciosa.

Esse era o cenário em que se encontrava o povo de Deus, os judeus que residiam na Europa. E esse é o cenário ideal para vermos nas pequenas atitudes a existência do infinito amor de Deus.

Existia, na Polônia, um padre franciscano chamado Maximiliano Kolbe. Ele dedicou sua vida ao evangelismo, chegando a ser missionário em Nagasaki, Japão. Durante a Segunda Guerra Mundial ele chegou a dar abrigo a 2000 judeus refugiados na Polônia. Porém, foi preso e levado para Auschwitz; os nazistas temiam que sua popularidade pudesse influenciar a Polônia.

Após um mês de sua prisão, um judeu tenta fugir e, como represália, os soldados nazistas mandam outros dez judeus para uma cela, para que morressem de fome e sede. Um desses dez judeus era pai de uma família grande e não sabia o que seria de seus filhos naquela prisão sem ele. O padre Kolbe, compadecido daquela situação, pede para ir e morrer em lugar daquele pai judeu. Os soldados aceitaram o pedido de Kolbe e o mandou no lugar daquele judeu. Duas semanas se passaram e, como o padre Kolbe não morria, mesmo sem ingerir nada líquido ou sólido, eles o executaram.

Espere, pare para pensar um pouco. Você, mesmo com todos os seus problemas, não sofre metade do que aqueles judeus - que também eram povo escolhido - sofriam. E, mesmo assim, você está disposto a morrer por pelo menos um dos seus irmãos? Você está disposto a sofrer, ser perseguido e, acima de tudo, mostrar para o seu irmão que existe um amor divino que vai muito além da compreensão humana.

Aquele pai judeu experimentou esse amor divino através da vida de Kolbe. Mesmo em um cenário em que seria impossível de imaginar um Deus bom, Deus se mostrou bom porque apareceram pessoas para serem instrumentos de amor, assim como foi Kolbe. Você, que não é prisioneiro em Auschwitz, está disposto a se colocar na brecha pelo seu irmão, a doar a sua vida em favor daqueles que não conseguem se sentir amados por Deus?

Não importa se é um padre franciscano ou se é um pastor assembleiano. Comece agora a demonstrar o amor que procede de Deus, porque isso sim é o que faz toda a diferença nos momentos “Auschwitz” que passamos.

Postado em Thursday, October 4th, 2007 at 7:43 pm e salvo na categoria Estudos. Você pode obter quaisquer respostas do post através de RSS 2.0 RSS. Você pode deixar um comentário, ou rastreá-lo a partir do seu site.

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